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10 livros essenciais para adolescentes

Fernando Meirelles, Moacyr Scliar, José Mindlin e outras personalidades brasileiras escolhem os livros fundamentais para adolescentes.

A equipe do Educar para Crescer perguntou a dez profissionais de destaque em suas respectivas áreas que livros são essenciais na formação dos jovens de 15 a 19 anos. Moacyr Scliar, José Mindlin, entre outros, escolheram não apenas os que consideram importantes para a formação dos estudantes do Ensino Médio, mas também, aqueles que fazem qualquer um tomar o gosto pela leitura. A empresária Milú Villela, por exemplo, escolheu um clássico da literatura nacional: Memórias Póstumas de Braz Cubas, do escritor Machado de Assis. Descubra os preferidos dos outros entrevistados na reportagem a seguir.

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  • Fernando Meirelles, Cineasta, indica:

Nome do livro: O Apanhador nos Campos de Centeio, de Jd. Salinger

Por quê: “Foi leitura para o colégio e pegou toda a classe, pois falava sobre nossos sentimentos, sobre a revolta adolescente, sobre bebida, prostitutas, poesia e o cinismo dos adultos. Uma leitura marcante, que me despertou a vontade de ler mais”.

Editora: Editora do Autor

 

  • Moacyr Scliar, escritor indica:

Nome do livro: Capitães da Areia, de Jorge Amado

Por quê: “Nesta história comovente, um grupo de jovens povoa e domina a capital da Bahia, vivendo de golpes e pequenos furtos. Divididas entre a inocência da infância e a crueza do mundo dos adultos, esses jovens têm de lidar com um cotidiano ao mesmo tempo livre e vulnerável. Os meninos crescem e encontram caminhos variados. O líder Pedro Bala decide lutar e assumir a tarefa de mudar o destino dos mais pobres”.

Editora: Companhia das Letras

 

  • José Mindlin, bibliófilo, indica:

Nome do livro: Contos Novos, de Mario de Andrade

Por quê: “Ótimo exemplo de boa literatura e, por isso, sempre uma boa sugestão. Nesta obra, o autor modernista nos apresenta o aprimoramento do próprio modernismo, preservando a expressividade da linguagem genuinamente brasileira”.

Editora: Villa Rica

 

  • Milú Villela, empresária, indica:

Nome do livro: Memórias Póstumas de Braz Cubas, de Machado de Assis

Por quê: “Machado de Assis mostra que um texto clássico resiste ao tempo e permanece vivo porque fala das questões fundamentais da existência. Obras do escritor devem constar do repertório de leitura de todos”.

Editora: Record

 

  • Maitê Proença, atriz e escritora, indica:

Nome do livro: Equador, de Miguel Sousa Tavares

Por quê: “Gosto de autores com estilo próprio, marcante, de toda história bem contada. Li clássicos como Guerra e Paz, de Tolstoi, que não compreendi, pois meu pai me obrigava. Recomendo deixar livros como esse para mais tarde. Bons livros para começar a gostar de ler são os romances do escritor português Miguel Sousa Tavares: em Equador, por exemplo, aprende-se História, conhece-se um pais diferente, enquanto o leitor se delicia com um enredo primoroso”.

Editora: Nova Fronteira

 

  • Zeca Camargo, jornalista, indica:

Nome do livro: Feras de Lugar Nenhum, de Uzodinma Iweala

Por quê: “Ao escolher um menino como narrador da história, o autor potencializa os horrores da guerra. É sua voz infantil que nos conduz pelo conflito; é ouvindo suas hesitações e pudores de criança que assistimos à sua transformação em ‘fera'”.

Editora: Nova Fronteira

 

  • Viviane Senna, presidente do Insituto Airton Senna, indica:

Nome do livro: O Físico, de Noah Gordon

Por quê: “Não só tem um texto fluido e que prende a atenção do começo ao fim, como, ao descrever a trajetória do principal personagem na busca pelo desenvolvimento de sua vocação interior, o faz ainda traçando um panorama histórico espetacular da Europa medieval e do Oriente, próximo ao século XI. É uma verdadeira e inesquecível viagem no tempo”.

Editora: Rocco

 

  • Maílson da Nobrega, economista e ex-ministro, indica:

Nome do livro: Vidas Secas, de Graciliano Ramos

Por quê: “Publicada pela primeira vez há setenta anos, a obra continua atual. Retrata o drama das secas do Nordeste e suas conseqüências sociais, incluindo a fome e as dificuldades de sobrevivência. Descreve o sofrimento dos retirantes com realismo e precisão, utilizando frases curtas e um estilo direto, ainda que empregue alguns vocábulos exclusivos do linguajar dos nordestinos do sertão. É o único livro de Graciliano Ramos escrito na terceira pessoa. A estrutura do romance permite a leitura independente dos seus capítulos”.

Editora: Record

 

  • Eduardo Gianetti, economista e autor de O Livro das Citações, indica:

Nome do livro: Uma Breve Introdução à Filosofia, de Thomas Nagel.

Por quê: “O livro é uma tradução What does it all mean? (Oxford, 1987), do filósofo norte-americano Thomas Nagel.Trata-se de uma obra perfeitamente clara e acessível a um público jovem, capaz de despertar o interesse pelas grandes indagações da filosofia”.

Editora: Martins Fontes

 

  • Alejandor Miguelez, professor do colégio Santa Cruz (SP), indica:

Nome do livro: A Cidade e as Serras, Eça de Queirós

Por quê: “Essa obra, assim como as demais leituras literárias obrigatórias do Vestibular da FUVEST, supera seu contexto, estabelecendo temas de discussão que podem ser atualizados e que pertencem a qualquer tempo. Ela também amplia o repertório básico de leitura de mundo e da criação humana (cultura), bem como cria um vocabulário dos elementos literários à disposição dos escritores”.

Editora: L&PM Editores

 

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br