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Lisandra Matias esclarece as 10 dúvidas mais comuns dos vestibulandos

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O período que antecede as escolhas profissionais é repleto de dúvidas e tensões, muitas delas comuns a vários estudantes. Pensando nisso, a jornalista Lisandra Matias, editora do Guia do Estudante, listou as perguntas mais recorrentes entre os estudantes ao longo de sua carreira, e compartilhou tudo isso com um público que encheu a Arena na tarde desse domingo.

“Como escolher o curso que eu vou fazer?”

Lisandra aposta em uma espécie de fórmula na hora de escolher o curso a ser seguido. Para ela, uma escolha consciente é a junção do autoconhecimento com os conhecimentos que os estudantes têm sobre as profissões que pretendem seguir. Para isso, é fundamental uma reflexão sincera e profunda sobre quem ele é, quais são seus interesses e habilidades, e também um conhecimento mais profundo sobre a área pretendida. “Uma profissão não é só feita da ocupação profissional, mas também do perfil das pessoas que trabalham naquela área e dos ambientes em que elas convivem. Tudo isso deve ser observado na hora da escolha”, explica.

“Como saber se escolhi o curso certo?”

Fazer uma escolha é resolver um conflito, e tomar uma decisão é assumir um risco. Por isso, na hora de fazer uma escolha, é preciso aceitar ganhos e perdas e entender que algo sempre vai ficar para trás. “Se a aposta for baseada no autoconhecimento e no conhecimento das profissões, é possível minimizar os riscos de erro. É importante também tirar o peso excessivo da escolha profissional. Essa é apenas a escolha do próximo passo, e não uma escolha para toda a vida”.

“Devo fazer o que eu gosto ou o que dá dinheiro?”

Ganhar dinheiro com o que se gosta de fazer é uma possibilidade mais interessante, já que quem gosta do que faz terá mais probabilidades de se dedicar àquilo e se destacar. “Considerar apenas a situação do mercado é uma visão limitada já que uma área que está aquecida hoje pode não estar no futuro. Além disso, o sucesso financeiro não está atrelado a uma profissão específica. Em todas as profissões existem pessoas que ganham mal e bem”, explica.

“Como lidar com a opinião dos pais?”

Seus pais são as pessoas que mais o conhecem, não despreze a opinião deles, mas lembre-se que a decisão final é exclusivamente sua. Caso haja resistência, mantenha conversas sinceras com eles, buscando expor seu ponto de vista e argumentos. Além do mais, avalie as opiniões. Não é só porque você gosta de animais que tem que se tornar veterinário. A carreira veterinária envolve outros fatores além do amor pelos bichos, mas também uma rotina específica, locais de trabalhos determinados, um currículo específico, dentre outros. Avalie se você gosta do ambiente que circunda a profissão e não apenas uma ocupação dentro dela.

“Eu tenho vários interesses, vários cursos me agradam. Como decidir?”

Lisandra sugere que os estudantes busquem identificar quais desses interesses tem potencial para se tornar um trabalho e quais podem ser apenas um hobby. “A profissão envolve algum tipo de obrigação e você tem que levar isso em conta na hora de transformar um possível hobby em profissão”. Outra dica da editora foi a de combinar dois interesses em uma única profissão, ou fazer a graduação em uma área e uma especialização em outra.

“Nenhuma área me atrai. Como escolher?”

Com mais de 260 carreiras à disposição para escolha, o fato de não se sentir atraído por nenhuma área pode ser apenas falta de informação. “Às vezes os estudantes ficam muito presos a carreiras tradicionais e deixam de se informar sobre as novas profissões que surgiram nos últimos anos”. Se a dificuldade da escolha persistir, Lisandra recomenda os serviços de orientação profissional nos quais psicólogos e pedagogos colocam à disposição dos alunos uma terapia focada nas questões de carreira. Algumas faculdades públicas também oferecem em seus departamentos de psicologia serviços do tipo feitos gratuitamente.

Vale a pena insistir num curso muito concorrido?

Tudo vai depender da disposição do estudante em se dedicar aos estudos e da situação financeira própria ou da família em mantê-lo em um cursinho, por exemplo. “É importante que o aluno se analise profundamente e responda: qual energia estou disposto a gastar pra ir atrás dos meus sonhos? Tenho condições financeiras pra isso? E aí sim prosseguir ou não na decisão. ”

E se eu errar na escolha do curso e profissão?

Todos querem fazer a escolha mais certa possível. Mas às vezes isso não acontece. Lisandra recomenda principalmente calma nesse momento. “Não devemos entender esse tempo como um erro, mas como uma fase de amadurecimento para estarmos mais próximos daquilo que a gente quer de verdade. É sempre hora de mudar de ideia”.

Testes vocacionais ajudam?

Segundo Lisandra, os testes vocacionais não resolvem tudo, mas são grandes aliados no processo do autoconhecimento. “Os testes podem ser muito uteis na hora de identificar nossas habilidades e interesses”. Caso o aluno não tenha como fazer esses testes com um apoio profissional, vale tentar sites ou testes online que auxiliem nesse mapaeamento.

Como escolher a faculdade que eu vou cursar?

Decidido o curso, a escolha da faculdade também é muito importante. Se a universidade pública não for uma possibilidade vale investigar melhor as universidades particulares levantando os valores da mensalidade, a distância de casa e sobretudo a qualidade de ensino “Um curso precisa ser reconhecido pelo MEC para que o diploma tenha validade. Mas isso não basta. É preciso analisar outros indicadores de qualidade e, principalmente, conhecer como é o dia a dia naquela instituição. Convênios de intercâmbio, programas de iniciação científicos e uma boa infraestrutura são pontos importantes a serem levados em conta”.

Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br